<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="0.92">
	<channel>
		<title>Contos Online</title>
		<link>http://contosonline.blog.terra.com.br</link>
		<description>Criei este espa&#231;o com o intuito de publicar, pelo menos semanalmente, contos e cr&#244;nicas de minha autoria. Deixo evidente a total liberdade quanto a coment&#225;rios, sejam estes cr&#237;ticas ou sugest&#245;es. Ficarei feliz pelas visitas e coment&#225;rios.</description>
		<language>pt-BR</language>
		<docs>http://backend.userland.com/rss092</docs>
				<item>
			<title>ESSE &#201; ESPECIAL - HOMENAGENS AOS ELEMENTAIS DO AR</title>
			<description>REINO DE PARALDARespira e sente a for&#231;a do arImpregna o corpo com sopro lunar.Faz do ato a intensa freq&#252;&#234;nciaEntre c&#233;u e naturezaHUMANA.Entrega aos Silfos a vit&#243;riaE as fadas o dente sem demoraBobagens com verdadesEscondidas embaixo do travesseiro.Olha a nuvem e imaginaA brincadeira que se desenrolaPor aqueles que l&#225; moram,E fazem do &#233;ter a vidaELEMENTALEnt&#227;o respira e senteO ar que te preencheE deixa-se, por um s&#243; minuto,FLUTUAR. Alexandre Martins</description>
			<link>http://contosonline.blog.terra.com.br/esse_e_especial_homenagens_aos_elementai</link>
		</item>
				<item>
			<title>BELTANE</title>
			<description>S&#201;RIE POEMAS PAG&#195;OSBELTANEFogueiras trepidam bruxuleantesEnquanto o cervo se aproxima.E A RAINHA DE MAIOEm infinita sabedoriaNo leito verde o aguardaPara a virgem adoradaTornar-se a amante idolatrada...O batuque firme e forteD&#225; gra&#231;as &#224; divindadeQue com sua consorteVem a terra dizer adeus &#224; morte!A LUZIlumina o campo.E a escurid&#227;o abandona a terraEnquanto no ventre da m&#227;e divinaPalpita a vida, pura e eterna!Alexandre Martins</description>
			<link>http://contosonline.blog.terra.com.br/beltane</link>
		</item>
				<item>
			<title>POEMAS NO SITE OLD RELIGION</title>
			<description>Estarei postando, semanalmente, no site Old Religion, poemas de minha autoria e tamb&#233;m de visitantes do site.
Pra conferir;
http://www.oldreligion.com.br
&#160;</description>
			<link>http://contosonline.blog.terra.com.br/poemas_no_site_old_religion</link>
		</item>
				<item>
			<title>SEXO CASUAL</title>
			<description>Ana deita-se nua na cama. Os olhos verdes e repuxados brilham em sintonia com a l&#226;mpada do abajur em cima do criado mudo ao seu lado, enquanto que os cabelos negros cobrem-lhe atrevidamente os pequenos seios. As m&#227;os da mulher passeiam por sobre seu corpo, acariciam maliciosas os pelos pubianos, t&#227;o negros quanto a pr&#243;pria noite que se desenrola por tr&#225;s destas paredes. A boca parece acompanhar em passo musical os entrelaces de desejo emanado de cada poro do corpo feminino em del&#237;rio. Em p&#233;, igualmente nu, defronte para Ana, Gabriel, ainda tonto de prazer demonstra sua excita&#231;&#227;o, alisando sua fonte de lux&#250;ria, evidenciando sua fome e ardor. O corpo m&#225;sculo estremece junto ao de Ana enquanto encaminha-se para o leito em brasa. Deita-se por sobre a mulher, a qual em meio a um devaneio er&#243;tico desmorona, entregando-se por completo. L&#225;bios se tocam ardentes, em meio a beijos fogosos, m&#227;os se desentendem num ritmo fren&#233;tico de car&#237;cias, e Gabriel, finalmente, abre caminho entre as pernas de Ana. Os &#243;rg&#227;os aquecidos pelo momento se encaixam perfeitamente e num instante se desligam do restante do corpo para deixar clara a soberania do ato. Movimentos ainda mais intensos se desenrolam, dan&#231;ando ao som dos gemidos e palavras desconexas. E ainda, num ultimo suspiro, numa ultima golfada de prazer, os dois se contorcem, enquanto seus corpos exaustos se desintegram por sobre os len&#231;&#243;is desgrenhados. Um &#250;ltimo gemido, uma ultima palavra, uma ultima respira&#231;&#227;o. Num instante s&#227;o apenas um, Ana e Gabriel, na cama, no leito do prazer, naquela noite de inverno. O dia amanhece como o deveria ser. Ana ainda est&#225; deitada na cama. Roupas espalhadas pelo quarto s&#227;o a prova da noite bem aproveitada. No teto, o ventilador parado afronta a mulher de olhos vidrados no objeto. O corpo tenro e jovial procura ao lado um outro ao qual possa se abra&#231;ar. N&#227;o h&#225; nada al&#233;m do espa&#231;o vazio e solit&#225;rio. Fecha os olhos, abra&#231;a um travesseiro entre as pernas e deixa-se vagar, incr&#233;dula e satisfeita, no mundo dos sonhos &#8211; devassos. Alexandre Cesar Martins </description>
			<link>http://contosonline.blog.terra.com.br/sexo_casual</link>
		</item>
				<item>
			<title>Jornal Vozes de Canelinha - Dezembro de 2006</title>
			<description>Mist&#233;rio noturno
O homem acorda assustado. A roupa encharcada de suor deixa claro o mal estar. O rel&#243;gio marca tr&#234;s da madrugada e o sil&#234;ncio &#233; absoluto. Senta-se na beirada da cama, olhar pesado, leva as m&#227;os ao rosto e logo levanta. A janela est&#225; aberta, nem uma leve brisa entra no quarto, apenas a luz de um poste ilumina o recinto. Do quarto para cozinha. Marcelo enche o copo com &#225;gua, virando-o em seguida num s&#243; gole. Senta-se e deixa-se apoiar pela mesa de m&#225;rmore. A pedra gelada n&#227;o o agrada, mas a vontade de ir at&#233; o quarto novamente &#233; fraca perto do sono moment&#226;neo. Dorme. Pap&#233;is sobre a mesa do escrit&#243;rio, computador ligado e em a&#231;&#227;o, gravata afrouxada, camisa com bot&#245;es abertos. O ventilador de teto gira vagarosamente para n&#227;o espalhar a papelada, mas o calor n&#227;o consegue sanar. E ali est&#225; Marcelo, em pleno hor&#225;rio de almo&#231;o. A hora passa voando enquanto o cansa&#231;o toma conta do homem. O telefone toca como que para atrapalhar. A voz feminina quebra a afli&#231;&#227;o. Conversam muito e desligam. Hora de voltar aos afazeres. Acorda. Trabalhar durante o sonho n&#227;o lhe agrada nem um pouco, o suor escorre-lhe pelo corpo &#8211; &#8220;Calor infernal&#8221;. Acha melhor tomar um banho e se desfazer da agoniante sensa&#231;&#227;o de realidade causada por um sonho ruim. A &#225;gua fria proporciona a Marcelo o primeiro al&#237;vio da noite. N&#227;o precisa de caprichos, apenas deixa a &#225;gua escorrer por seu corpo. Por minutos ali permanece at&#233; se dar conta de que j&#225; &#233; hora de sair. Sem roupas segue para o quarto, n&#227;o quer se vestir, apenas jogar-se na cama e descansar, mas n&#227;o dormir, chega de sonhos por hora. No entanto, dorme. Cama. Marcelo deitado ao lado de uma bela mulher, ambos dormem, sem roupa qualquer e abra&#231;ados. Um celular toca, o casal se movimenta, mas n&#227;o atendem, nem mesmo acordam. Insistente o aparelho volta a gritar &#8211; Ela atende. Depois de poucas palavras ao telefone a mulher veste-se, agitada. Procura desesperadamente cada pe&#231;a de roupa, as quais est&#227;o espalhadas pelo quarto. Marcelo acorda. N&#227;o d&#225; ela explica&#231;&#245;es e voa quarto a fora. Marcelo ouve gritos no corredor e estrondo de um corpo ao ch&#227;o. Sem cerim&#244;nias um homem entra no quarto e inicia uma briga com Marcelo. Malditos sonhos - pensa o homem. Tudo totalmente sem sentido. Devaneios de uma mente cansada e perturbada. N&#227;o quer mais levantar, n&#227;o quer ir a cozinha nem tomar banho, apenas dormir e n&#227;o sonhar. Enfrentar a noite de olhos fechados e satisfeitos. Mente paralisada e subconsciente silenciado. Ouve barulhos no andar inferior. Veste-se e corre para baixo &#8211; Nada. Ouve passos, mas n&#227;o v&#234; ningu&#233;m. Gargalhadas e falat&#243;rio, movimenta&#231;&#227;o invis&#237;vel. Tenta abrir a porta da casa, mas n&#227;o consegue, est&#225; emperrada. As janelas tamb&#233;m em mesma situa&#231;&#227;o, e as gargalhadas continuam. Como que sugado por uma for&#231;a irresist&#237;vel, Marcelo se v&#234; novamente brigando com o homem desconhecido. Socos e chutes ao som dos gritos da mulher desesperada. O estranho saca uma arma. Os olhares dos homens se encontram, o mundo cala-se para Marcelo enquanto o segundo parece se tornar horas. Em pouco tempo a luta termina. Sangue, ainda mais sil&#234;ncio e o sono tentador, as batidas da morte &#224; porta. Algumas pessoas sobem as escadas com malas nas m&#227;os, rindo e entretidas com a nova morada. Marcelo senta-se no sof&#225;, n&#227;o &#233; visto e menos ainda sentido, por&#233;m uma d&#250;vida o atormenta - ele &#233; o Marcelo que aparentemente est&#225; acordado ou o Marcelo que supostamente est&#225; sonhando... E quando o sonho deixa de ser sonho? E quando a vida j&#225; n&#227;o &#233; mais vida? Sobra apenas a morte. A descoberta desta &#233; fria, dura e cruel e vem enevoada em sonhos, mas &#233; real e se faz real, apenas demora a ser entendida. </description>
			<link>http://contosonline.blog.terra.com.br/jornal_vozes_de_canelinha_dezembro_de_2006</link>
		</item>
			</channel>
</rss>